Nome completo: Mauro Ramos da Mota e Albuquerque
Nascimento: 16 de agosto de 1911 - Nazaré da Mata,  Pernambuco
Morte: 22 de novembro de 1984 (73 anos) - Recife,  Pernambuco
Nacionalidade: Brasileiro
Ocupação: Jornalista, professor, poeta, cronista, ensaísta e memorialista
Prêmios: Prêmio Literário Othon Bezerra de Mello (1953), Prémio Jabuti (1975)

Filho de José Feliciano da Mota de Albuquerque e de Aline Ramos da Mota e Albuquerque, estudou na Escola Dom Vieira, em Nazaré da Mata, no Colégio Salesiano e no Ginásio do Recife. Diplomou-se na Faculdade de Direito do Recife, em 1937.

Tornou-se professor de História do Ginásio do Recife e em várias escolas particulares; catedrático de Geografia do Brasil, por concurso público, do Instituto de Educação de Pernambuco. Desde os anos universitários colaborava na imprensa. Foi secretário, redator-chefe e diretor do Diario de Pernambuco; colaborador literário do Correio da Manhã, do Diário de Notícias e do Jornal de Letras do Rio de Janeiro. De 1956 a 1971, foi diretor executivo do Instituto Joaquim Nabuco de Pesquisas Sociais; diretor do Arquivo Público de Pernambuco, de 1973 até 1983; membro do Seminário de Tropicologia da Universidade Federal de Pernambuco e da Fundação Joaquim Nabuco. Foi membro do Conselho Estadual de Cultura de Pernambuco e do Conselho Federal de Cultura.

Como poeta, destaca-se por suas Elegias, publicadas em 1952. Nessa obra figura também o "Boletim sentimental da guerra do Recife", um dos seus poemas mais conhecidos. Sua poesia é de fundo simbólico, sobre temas nordestinos, retratando dramas do cotidiano em linguagem natural e espontânea.

Estudou no Grupo Escolar João Barbalho - RECIFE

Academia Brasileira de Letras
Eleito para Academia Brasileira de Letras em 8 de janeiro de 1970, tomou posse em 27 de agosto do mesmo ano.

Academia Pernambucana de Letras
Eleito para a Academia Pernambucana de Letras em 21 de junho de 1955, tomou posse em 13 de março de 1957, sendo seu presidente por pouco mais de dez anos.

Prefácios
Caminhos do Sertão, Luís Cristóvão dos Santos, 1970

Prêmios
Prêmio Olavo Bilac da Academia Brasileira de Letras
Prêmio da Academia Pernambucana de Letras por suas Elegias (1952)
Catedrático da Geografia
Prêmio Jabuti (Poesia), da Câmara Brasileira do Livro
Prêmio Pen Clube do Brasil, pelo livro de poesias Itinerário (1975).

Duarte de Albuquerque Coelho (1591 — 1658), primeiro e único visconde de Pernambuco e marquês de Basto, (Olinda) foi o quarto donatário da capitania de Pernambuco, que herdou em 1603.

Era filho de Jorge de Albuquerque Coelho.

Quando os holandeses invadiram sua capitania, em 1630, defendida por seu irmão Matias de Albuquerque, a ele se juntou, permanecendo no Brasil até 1638. Descendia do primeiro donatário, Duarte Coelho Pereira e de sua mulher dona Brites de Albuquerque, de quem era neto, filho de Jorge de Albuquerque Coelho.

Escreveu obras históricas, como as Memórias Diárias de la Guerra del Brasil, publicada em Madrid, em 1654, narrando a luta contra os holandeses em Pernambuco de 1630-1638.

Títulos
Os títulos nobiliárquicos de visconde de Pernambuco e de marquês de Basto foi criado no início do século XVII por D. Filipe III (IV de Espanha), rei de Portugal e Espanha.

Ambos os títulos foram concedidos depois de 1640, pelo que apenas foram registados e reconhecidos em Espanha.

Governador de Pernambuco: Mar  - Dez 1605
Sucedido por: Alexandre de Moura

Fundação: 1962 
Gentílico: terra-novenses

A região onde está situada Terra Nova foi ocupado por sesmarias doadas pela poderosa Casa da Torre (cuja família, Garcia D'Ávila acumulou o maior latifúndio brasileiro incluindo boa parte dos atuais estados da Bahia, do Sertão de Pernambuco, do Piauí e Cariri Cearense) ao fazendeiro Antonio Pereira da Costa. As lutas entre os sesmeiros e os grupos indígenas cariris misturados com grupos de origem tupi e africanos refugiados no litoral é recordado no nome de sítios como Contendas e Trincheira na fronteira do município com o vizinho Salgueiro, onde ainda hoje habitam descendentes de Antonio Pereira. Estes, de origem mestiça entre lavradores portugueses, indígenas e africanos, se misturaram com famílias de origem européia, provavelmente filhos de religiosos ou aventureiros como as famílias Callou e Arnoud, de origem francesa, com os descendentes de Manoel de Sá fundador de Salgueiro-PE, Antonio da Cruz Neves, autor do Massacre do Ouro Preto, que eliminou os índios da região e Francisco Magalhães Barreto e Sá, fundador de Barbalha-CE. Descendia destes grupos o Coronel Geremias Sá, sua mulher Joaquina Parente de Sá Barreto, "Branca", e seu filho Glicério de Sá Parente que lideraram a cidade na sua emancipação política e o também coronel Pereira Dum das Taíras, atual distrito de Guarani.

Os fazendeiros baianos e cearenses que ocuparam o município se dedicaram a pecuária extensiva, na chamada civilização do couro, vendido para o Cariri cearense e a região dos São Francisco. Contavam com escravos negros e agregados mestiços e índios conformados com o domínio desta aristocracia. Mais tarde, brancos pobres e ciganos chegaram ao território conquistando pequenas propriedades e se dedicando ao comércio. Dessa forma a população se dividiu em três classes, Famílias tradicionais de fazendeiros aparentados, brancos pobres e "cabras". Com o tempo, os negros conquistaram pequenos territórios, onde se dedicavam à agricultura de subsistência, formando verdadeiros quilombos, como Contendas, no município vizinho de Salgueiro - que foram trazidos para o local pelo "major" João Parente de Sá Barreto, primo de dona Branca - que conseguiu o 'status' de Comunidade Quilombola.

A influência política dos alferes e capitães-mores do período colonial foi substituído pelo coronelismo da República do Café com Leite. Os Pereiras e Sá Barretos se associaram aos Filgueiras Sampaios de Barbalha e Serrita, descendentes do Cristão-Novo português José Quezado Filgueiras Lima, pai do capitão-mor do Crato-CE, José Pereira Filgueiras e de Romão Pereira Filgueiras, cujos descendestes se uniram mais tarde a poderosa família Sampaio. Essa família dominou várias cidades da região como Barbalha-CE e Serrita-PE, e casaram-se com as famílias de Salgueiro e Terra Nova para estender sua influência a essa região. Glicério Parente aliou-se à Veremundo Soares de Salgueiro, desfrutando do prestígio deste coronel. Com o declínio das duas famílias, se aliaram aos Cabral e Freire de Parnamirim-PE e aos Coelhos de Petrolina-PE.

Em outra versão, mais conciliadora, uma das famílias pioneiras na colonização de Terra Nova-PE foi a de Gregório Pereira Pinto (Pereirinha) - filho do capitão Antonio Pereira Pinto e de Joana Batista do Espírito Santo - que com sua mulher Ana Angélica de Jesus - filha de Francisco Magalhães Barreto e Sá, fundador de Barbalha-CE - ainda no século XIX, adquiriu terras no que hoje é um município sertanejo. Seus filhos Zuza e Callou, suas filhas e outras famílias tradicionais que a eles se associaram, iniciaram o processo de desenvolvimento econômico, político e social do lugar. Tiveram o apoio dos remanescentes de índios sobreviventes dos conflitos com os sertanistas e donatários no século XVIII - os nomes das fazendas Contendas e Trincheira, na fronteira com a vizinha Salgueiro, devem ser lembrança destes conflitos – e africanos fugidos de quilombos arrasados que aqui receberam terras e prosperaram, preservando suas culturas sob a proteção destes fazendeiros. Muitos outros brancos vieram depois, adquiriram terras ou se dedicaram ao comércio. Descendem deste Pereirinha os Parentes, os Sá Barretos e os Callous. Entre seus descendentes destacaram-se Glicério de Sá Parente e sua esposa Adélia de Sá Barreto, que lideraram o processo de emancipação política do município. Também foi seu descendente o coronel Pereira Dum do Guarani. Sua família associou-se aos Sá Araújo de Salgueiro e aos Filgueiras e Grangeiros do Cariri entre outras famílias da região.

Enquanto distrito, Terra Nova foi criada com sede na povoação de Pau Ferro, por Lei municipal de nº 03, de 13 de março de 1893. Na época, integrava o território do município de Leopoldina, hoje Parnamirim. A 11 de novembro de 1904, a sede do distrito foi transferida para a povoação de Mocambo, passando, a 19 de janeiro de 1911, para a localidade de Terra Nova.

Com a extinção do município de Leopoldina, o distrito de Terra Nova passou a integrar o município de Serrinha (hoje Serrita). Depois, o município foi restaurado e Terra Nova voltou a integrar o seu território. O município de Terra Nova foi criado a 31 de dezembro de 1958.

Em 1 de março de 1952, foi elevada à categoria de município, pela Lei Estadual de nº 3.340, de 31 de dezembro de 1958.

Municípios limítrofes: Cabrobó, Parnamirim, Serrita e Salgueiro

Clima

O clima do município é o clima semiárido, do tipo Bsh. Os verões são quentes e úmidos, é neste período em que praticamente quase toda chuva do ano cai. Os invernos são mornos e secos, com a diminuição de chuvas; as mínimas podem chegar a 15 °C. As primaveras são muito quentes e secas, com temperaturas muito altas, que em que algumas ocasiões podem chegar a mais de 40 °C.

Subdivisões

Distritos
Sede 

Bairros
Loteamento Adelina Barreto
Alto Bela Vista
Centro
Cohab
Vila Real 

Povoados
Guarani 

Economia
Segundo dados sobre o produto interno bruto dos municípios, divulgado pelo IBGE referente ao ano de 2011, a soma das riquezas produzidos no município é de 50.085 milhões de reais (168° maior do estado). Sendo o setor de serviços o mais mais representativo na economia terra-novense, somando 34.453 milhões. Já os setores industrial e da agricultura representam 5.176 milhões e 8.544 milhões, respectivamente. O PIB per capita do município é de 5.323,14 mil reais (108° maior do estado).


Baía do Sancho é uma baía de águas claras localizada a oeste do Morro Dois Irmãos e a leste da Baía dos Golfinhos, no arquipélago de Fernando de Noronha, no estado de Pernambuco, Brasil. O local abriga uma praia de mesmo nome. Na porção central da baía são encontradas lajes rochosas que abrigam uma diversificada fauna e flora marinha.

A praia é isolada, coberta por vegetação nativa e limitada por uma alta falésia, onde pássaros constroem seus ninhos. Tem areia branca e mar verde-esmeralda. A baía permite a parada de embarcações para banho, sem causar danos aos corais: uma das poucas na Ilha em que isso é possível. De fevereiro a junho, duas cachoeiras se formam a partir da água da chuva e jorram de cima de um precipício. Na época da desova das tartarugas marinhas (janeiro a junho), a visita é proibida no horário entre as 18h e as 6h.

Depois da entrada da EcoNoronha, empresa que administra o Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha, os horários de visitação estão mais controlados. Existem horários definidos para decida e subida da escadaria, único acesso à praia por terra. Vale a pena ver mais informações no Blog de Fernando de Noronha que explica com mais detalhes tudo sobre a Praia do Sancho.

Sem dúvidas uma das mais belas praias do estado do Pernambuco, a incrível Praia de Calheta está localizada no município de Cabo de Santo Agostinho, a 37 km de Recife, no litoral sul do estado.

A praia é na verdade uma pequena baía decorada por pedras grandes que cercam o litoral que deixando a praia com formato de coração para quem a olha de cima. Suas águas cristalinas e calmas formam um refúgio perfeito diversas espécies de peixes, um ótimo ponto para mergulhos livres com snorkel.

Para ter acesso a praia é necessário pegar a PE-28, na direção das praias. É preciso estar atento à sinalização. Vindo de Gaibu, é preciso subir pelas rochas pegando uma estrada de terra para ter acesso à pequena enseada.

A praia tem o clima tranquilo e rústico, durante a semana poucos visitantes passam por Calhetas, deixando a praia ainda mais deserta e paradisíaca. A praia é cercada por dois morros de pedra que vão de encontro ao mar, de um lado, uma pequena trilha te leva até uma pedaço composto por pedras que dá uma bela visão de frente para a praia, do outro, um imponente mirante, abriga uma tirolesa que segue cortando um pedaço da praia até encontrar as águas mornas de Calhetas.

https://www.guiaviajarmelhor.com.br/

Geraldo de Sousa Valença (Pesqueira, 8 de maio de 1926 — Recife, 13 de junho de 1991) foi um poeta brasileiro.

Primo do escritor Gilvan Lemos e tio do compositor Alceu Valença (que lhe musicou os versos de "Eu Sei que é Junho"), pertenceu ao Grupo dos 50, geração de poetas de que tomaram parte Edmir Domingues, Mozart Lopes Siqueira e Carlos Pena Filho, entre outros.

Publicou seu primeiro livro, "A Rosa Jacente", em 1960, pelo Gráfico Amador, movimento editorial recifense das décadas de 1940 e 1950, liderados por diversos artistas locais. Formado em Direito na Faculdade de Direito do Recife, Geraldo Valença exerceu a atividade de juiz até o fim da vida. Colaborou nos suplementos literários do Diario de Pernambuco, editados por Mauro Mota.

Em 1989 publicou "A Rosa Total" pela editora Belo-Belo, de Maria de Lourdes Hortas. Os livros de Geraldo Valença são compostos de sonetos e baladas em sua maioria, com temática regionalista e de memorização de espaços da infância vivida no campo, bem como da solidão e desespero na rotina caótica da cidade grande. O poeta recebeu influências de Antonio Nobre, Malarmé, Manuel Bandeira, Mauro Mota e Garcia Lorca, entre outros.

Na sua fortuna crítica aparecem artigos de jornais publicados em jornais diversos do Recife, na década de 1960: Diário da Noite (13/1/1961); Jornal do Commercio (Recife) (10/2/1961); Jornal do Comercio (Recife, 9/4/1961); Diario de Pernambuco (11/9/1961); Diario de Pernambuco (23/8/1967); além da dissertação de mestrado intitulada "O Espaço Lúdico na Poesia de Geraldo Valença", de Adilson Guimarães Jardim.

Livros
"A Rosa Jacente" (O Gráfico Amador, 1960);
"A Rosa Total" (Belo-Belo, 1989).

Nome completo: Maria Madalena Correia do Nascimento
Também conhecido(a) como: Lia de Itamaracá
Nascimento: 12 de janeiro de 1944 (75 anos)
Origem: Itamaracá (Pernambuco) Brasil

Biografia

A artista Lia sempre morou na Ilha de Itamaracá e ainda criança começou a participar de rodas de ciranda. É considerada a mais famosa cirandeira do Brasil.

Trabalhou como merendeira em uma escola pública da ilha.

Ficou conhecida por Lia nos anos 1960, depois que Teca Calazans, incorporando versos cantados pela cirandeira, acrescentou:

"Esta ciranda quem me deu foi Lia,
que mora na Ilha de Itamaracá".

Gravou seu primeiro disco em 1977, intitulado A rainha da ciranda.

Em 1998 participou do Abril pro Rock, o que a fez ser famosa nacionalmente.

Gravou Eu sou Lia em 2000, que foi distribuído também na França.

Participou do curta-metragem Recife Frio do cineasta pernambucano Kleber Mendonça Filho. No filme Lia aparece cantando sua famosa ciranda "Eu Sou Lia, Minha Ciranda e Preta Cira" vestida com roupas de frio na praia de Itamaracá.

Reconhecimento

Diva da música negra - denominação dada pelo The New York Times.

Em 2001, Lia de Itamaracá levou a sua ciranda a Paris, onde lançou o CD “Eu Sou Lia” e onde fez várias apresentações.

Em 2003, a cineasta carioca Karen Akerman começou registrar a vida da cirandeira, para um documentário que pretende realizar, sob o mesmo título de CD de Lia.

Em reconhecimento de seu trabalho a promoveu o seu registro como Patrimônio Vivo de Pernambuco. E o Governo Federal, através do Ministério da Cultura, a premiou com a medalha do Mérito Cultural.


O Museu da Abolição — Centro de Referência da Cultura Afro-Brasileira é um museu localizado na cidade do Recife, capital de Pernambuco, Brasil. Vinculado ao Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM) e ao Ministério da Cultura, é um dos raros museus no país a contemplar esta parte da história, e tem suas ações norteadas pelos princípios da nova museologia e da sociomuseologia.

Histórico

O Sobrado Grande da Madalena

Numa parte da légua de terra, no Capibaribe, doada pelo donatário Duarte Coelho ao seu cunhado Jerônimo de Albuquerque, foi construído pelo fidalgo Pedro Duro, casado com Madalena Gonçalves, no século XVII, um engenho de açúcar localizado à margem de uma das vias de acesso ao interior da Capitania de Pernambuco, que seguia pela Estrada Real por uma passagem do Rio Capibaribe, chamada Passagem da Madalena, referindo-se ao nome da proprietária desse engenho, considerado um dos mais importantes da região. Foi vendido sucessivamente a vários proprietários, que o mantiveram funcionando como engenho. Durante as invasões holandesas, foi transformado em estância fortificada para resistência aos invasores, sendo palco de lutas pela restauração pernambucana. No século XIX, pertencia ao Barão de Goiana, tio e sogro do Conselheiro do Império, Senador, Ministro e Chefe do Gabinete Imperial, João Alfredo Corrêa de Oliveira, que o recebeu como herança. João Alfredo, assim como Joaquim Nabuco e outros, foi um abolicionista que lutou pelo fim do Sistema Escravagista, assinando, juntamente com a Princesa Isabel, a Lei Áurea. Construção de destaque, no bairro da Madalena, que se ia formando com os novos sítios e casarões de famílias abastadas, recebeu na segunda metade do século XIX uma grande obra de restauração, adaptando-se ao estilo neoclássico da época. Revestimento de azulejos, esquadrias com bandeiras, sacadas de ferro forjado e modificações arquitetônicas lhe deram a configuração atual, passando a ser conhecido como Sobrado Grande da Madalena. No século XX encontrava-se abandonado e em péssimo estado de conservação, tendo sido, ao longo do tempo, utilizado pela Cooperativa de Transportes João Alfredo e pela Companhia Pernambucana Autoviária Ltda, como garagem e oficina para conserto de ônibus. Muitas famílias desabrigadas também moraram no imóvel e, durante o período da II Guerra Mundial, foi ocupado por uma unidade do Exército Brasileiro.

A criação do Museu da Abolição
Já na década de 50, o professor Martiniano Fernandes elabora e encaminha ao Senado Federal, através do Senador Joaquim Pires, o Projeto de Lei Nº39 de 14.05.1954, para que se crie o Museu da Abolição, com sede no Recife, em honra ao Conselheiro João Alfredo e ao abolicionista Joaquim Nabuco. Em seu projeto de lei, o professor menciona que

se solicite a abertura de crédito necessário à aquisição do prédio onde residiu o Conselheiro João Alfredo, conhecido como Palacete da Madalena, para fazer adaptações e a instalação, nele, da Sede do Museu da Abolição.
Cria-se, então, em 22 de dezembro de 1957, o Museu da Abolição, através da Lei Federal Nº 3357, com Sede na Cidade do Recife, em homenagem a João Alfredo e Joaquim Nabuco. A Câmara Municipal do Recife aprova em 1960 o Projeto de Lei Nº 103, que determina como de utilidade pública a desapropriação do Sobrado Grande da Madalena, para que ali se instale o Museu da Abolição.

Com a desapropriação efetivada através do Decreto Municipal Nº 4514 de 30 de dezembro de 1961 e sancionada pelo Prefeito Miguel Arraes de Alencar, para a instalação do referido Museu, determinou-se que o mesmo seria mantido pelo então 1º Distrito da DPHAN (Diretoria do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). Assim como as despesas para a referida desapropriação e restauração estariam a cargo do Governo Federal.

Em 28 de novembro de 1966, o Sobrado Grande da Madalena é reconhecido e tombado pela DPHAN como Patrimônio Nacional e inscrito no Livro Histórico de Tombo, volume 1, folha 63, inscrição 389. As obras de restauração do imóvel demoraram vários anos devido a seu péssimo estado de conservação, à envergadura dos trabalhos e à dimensão do prédio. Foram iniciadas em 1968, estendendo-se até 1975, quando o 1º Distrito da DPHAN, ali se instala[2].

A inauguração do Museu da Abolição
Em setembro de 1982, instalou-se um Grupo de Trabalho, com a tarefa específica de elaboração de um projeto, execução e implantação do Museu da Abolição, com inauguração determinada para 13 de maio de 1983, sendo a Portaria correspondente publicada apenas em 12 de abril de 1983. O Grupo de Trabalho foi integrado por Alair Barros, Olímpio Serra, Regina Timbó, Raul Lody e Roberto Motta.

Como o tempo hábil para a montagem da exposição era pouco, o grupo elaborou uma primeira proposta, para efetivar a inauguração do Museu e uma segunda proposta a longo prazo, para dar as condições de funcionamento e desenvolvimento de suas funções e atribuições, bem como a complementação da montagem das seções técnicas e administrativas necessárias para o funcionamento do MAB. Para a montagem da exposição inaugural do MAB, Foram efetuadas consultas através de correspondências a várias personalidades e instituições ligadas à temática afro-brasileira, pedindo sugestões e subsídios para a definição do Museu da Abolição. Ao todo, foram aproximadamente 200 cartas enviadas, e pouco mais de 20 respostas

Diante de tudo isso, no 13 de maio de 1983 inaugurou-se, oficialmente, o Museu da Abolição, com a exposição, que tinha caráter temporário, “O Processo Abolicionista Através dos Textos Oficiais”, a qual ocupava 12 salas do pavimento superior e o hall de entrada principal do prédio, sendo a maioria do acervo exposto, cedido por empréstimo, de outras instituições culturais ou em Regime de Comodato.

1º fechamento do Museu da Abolição
A exposição “O Processo Abolicionista Através dos Textos Oficiais” permaneceu montada até o ano de 1990, quando o Museu foi fechado à visitação em conseqüência da Reforma Administrativa, imposta pelo Governo de Fernando Collor, a qual extinguia a rubrica orçamentária para a manutenção do Museu da Abolição. Logo, o MAB fica sem condições de segurança e atendimento ao público, tendo que ser fechado.

1º Reabertura do Museu da Abolição
Após 6 anos fechado ao público, em 1996 o Museu da Abolição reabre suas portas, porém, agora com o acervo muito menor (grande parte foi devolvido às Instituições de origem), e com seu espaço físico consideravelmente reduzido, em conseqüência de a 5ªSR do IPHAN-PE ter ocupado o pavimento superior do Sobrado Grande da Madalena. Nesse momento, o MAB contava com apenas, com uma sala de exposição permanente chamada “Memorial”, duas salas de exposições temporárias, para expressões afro-brasileiras históricas e contemporâneas, um mini-auditório e uma sala de administração, sendo todos os espaços localizados no pavimento térreo do sobrado. Além disso, o quadro de pessoal era composto por dois técnicos, funcionários do IPHAN, uma prestadora de serviços e um estagiário.

2º fechamento do Museu da Abolição
O MAB suspende o atendimento ao público em geral, a partir de 2 de janeiro de 2005, por falta de condições de trabalho e falta de estrutura.

2º Reabertura do Museu da Abolição
Em março de 2008, o Museu da Abolição reinaugura com a a exposição campanha “O que a abolição não aboliu”, a qual tinha como proposta estimular a participação da sociedade na construção de um novo museu.

Ocupação do Sobrado Grande da Madalena
Como resultado da intensa mobilização iniciada em 2005, em janeiro de 2010 a 5ª Superintendência Regional do IPHAN, desocupa o prédio e finalmente o Museu da Abolição conquista o espaço integral do Sobrado Grande da Madalena.

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Bandeira
Brasão

Fundação 1893
Gentílico sertaniense

História
O atual território do município era habitado, inicialmente, pelos índios cariris (piripães, caraíbas, rodelas, jeritacés, todos da nação Tapuia); todos já eram semi-domesticados quando se iniciou o povoamento do local. A captura e o aprisionamento dos índios para o trabalho na atividade canavieira foi o marco do povoamento e do devassamento do território. Há indícios de que os holandeses já haviam pisado na região durante a Insurreição Pernambucana, buscando ajuda dos índios cariris para a luta contra os portugueses.
Em 1792, Antão Alves, natural do município pernambucano de Vitória de Santo Antão, se muda para o povoado de Moxotó e desenvolve negócios com gado. Estabeleceu-se com a filha do português Raimundo Ferreira de Brito, Dona Catarina, e formou uma fazenda de gado nas terras do sogro português. No início do século XIX, Antão Alves inicia a construção de uma igreja dedicada à Nossa Senhora da Conceição, cedendo à igreja uma data de uma légua de quadrada de terra.
O povoamento das terras do município se deu ao redor da igreja, como de costume na população nordestina, que sempre se estabelecia em locais onde houvesse igreja ou perto de lagos e rios. Neste caso, a existência do rio Moxotó muito favoreceu o crescimento do povoado.
O município de Sertânia foi elevado à categoria de distrito em 1942, como o nome inicial de Alagoa de Baixo. No mesmo dia foi criada a freguesia, cuja sede foi transferida para o povoado de Jeritacó
Vegetação
A vegetação de Sertânia é a caatinga hiperxerófila.
Clima
O clima da cidade é o semiárido, do tipo Bsh'. Com chuvas de outono-inverno. O verão é chuvoso e quente, com máximas entre 32 °C e 37 °C, e mínimas entre 18 °C e 22 °C. O inverno é seco e ameno, com máximas entre 25 °C e 29 °C, e mínimas entre 10 °C e 16 °C.
Distritos e povoados
  • Sede
  • Algodões
  • Henrique Dias
  • Rio da Barra
  • Albuquerque-Né
Povoados: Pernambuquinho, Waldemar Siqueira, Moderna, Caroalina, Várzea Velha, Umburanas e Cruzeiro do Nordeste.
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Reza a lenda, que tochas sobrenaturais apareciam em cima de árvores, assustando os caçadores do município de Pesqueira. As assombrações ficaram conhecidas como caiporas, que são seres que pregam peças em caçadores e cães. Para "acalmar" os caiporas, colocavam-se fumo e cachaça nos troncos das árvores. Para os moradores da pequena Pesqueira, cidade do agreste pernambucano, o caipora, figura do imaginário popular, é motivo de orgulho e alegria. Principal marca do carnaval pesqueirense, são eles quem dão o tom da festa e nome ao reinado de Momo da cidade, conhecido como carnaval dos Caiporas.


Em 1962, João Justino criou a troça carnavalesca Os Caiporas, formada por mulheres, crianças e homens que desfilam disfarçados, e que transformou o que era assustador numa grande diversão, que começa com a confecção das fantasias, que são feitas com sacos de estopa pintados, mas nem por isso elas deixam de ser sofisticadas.


Os personagens são conhecidos pela irreverência. Vestem-se com calça, paletó, camisa de manga comprida e gravata, que são fundamentais, e depois colocam a máscara de estopa que cobre da cabeça a cintura. Antigamente o intuito era assustar as crianças. Mas hoje só os cachorros têm medo quando passam as figuras da folia pesqueirenses.




A Confederação do Equador foi um movimento revolucionário, de caráter emancipacionista (ou autonomista) e republicano, ocorrido em Pernambuco. Representou a principal reação contra a tendência absolutista e a política centralizadora do governo de Dom Pedro I (1822-1831), esboçada na Carta Outorgada de 1824, a primeira Constituição do país.

O conflito possui raízes em movimentos anteriores na região: a Guerra dos Mascates e a Revolução Pernambucana, esta última de caráter republicano.


Frei Caneca, que esteve implicado na Revolução Pernambucana, foi líder e mártir da Confederação do Equador.
O centro irradiador e a liderança da revolta couberam à província de Pernambuco, que já se rebelara em 1817 e enfrentava dificuldades econômicas. Além da crise, a província se ressentia ao pagar elevadas taxas para o Império, que as justificava como necessárias para levar adiante as guerras provinciais pós-independência (algumas províncias resistiam à separação de Portugal). Pernambuco esperava que a primeira Constituição do Império seria do tipo federalista, e daria autonomia para as províncias resolverem suas questões.

A repressão ao movimento foi severa. Dom Pedro I pediu empréstimos à Inglaterra e contratou tropas no exterior, que seguiram para o Recife sob o comando de Thomas Cochrane. Os rebeldes foram subjugados, e vários líderes da revolta, como Frei Caneca, foram enforcados ou fuzilados. Também em retaliação, Dom Pedro I desligou do território pernambucano, através de decreto de 7 de julho de 1824, a extensa Comarca do Rio de São Francisco (atual Oeste Baiano), passando-a, inicialmente, para Minas Gerais e, depois, para a Bahia. Esta foi a última porção de terra desmembrada de Pernambuco, impondo à província uma grande redução da extensão territorial, de 250 mil km² para 98 mil km².

Praia de mediana extensão, é considerada um dos refúgios da cidade. É ainda pouco explorada pelo turismo, não sendo muito conhecida entre os turistas que visitam o município, que acabam indo à  praias mais famosas. Normalmente, são moradores da região e pescadores que frequentam o lugar. Conta com uma boa faixa de areia dourada e grossa, o mar é calmo, de águas transparentes, propício para o banho e prática de esportes náuticos, como caiaque e jet ski. Essa praia é uma boa opção para os que desejam relaxar, tomar um refrescante banho de mar e repor as energias. É indicado que o visitante leve alimentos e bebidas para poder desfrutar de um agradável dia de férias. O pôr-do-sol visto dessa praia é um grande atrativo.

A Praia de Suape é uma praia situada no município do Cabo de Santo Agostinho, estado de Pernambuco, Brasil. A praia fica a poucos quilômetros do Complexo Industrial Portuário de Suape, fica localizada entre a Praia do Paraíso e o Rio Massangana, a praia é cercada por mata nativa e diversos coqueiros. Conta com boa infraestrutura, com bares, restaurantes, hotéis e pousadas. Possui águas camas e cristalinas bastante propício para o banho e prática de esportes náuticos como windsurf e jetski.

Coroa do Avião é uma ilhota localizada no município de Igarassu no estado brasileiro de Pernambuco. Com aproximadamente 560 metros de extensão por 80 m de largura, é basicamente um banco de areia (croa) coberto de vegetação e algumas construções. A ilha tem paisagem e pôr do sol que atraem turistas, e no local existem sete palhoças turísticas onde há restaurantes rústicos que servem sobretudo frutos do mar.

O acesso à ilha é feito por pequenas jangadas a motor.Contudo, quando a maré está baixa, há a possibilidade de ir a pés até a praia de Mangue Seco, no continente, assim como praticar mergulho.
Situada a sudeste da Ilha de Itamaracá, próximo ao canal de Santa Cruz, que separa esta do continente, a ilhota dista 50 km de Recife e apresenta uma superfície de dois hectares de área não inundável.

Desde 1994, a ilhota abriga a Estação de Estudos Sobre Aves Migratórias e Recursos Ambientais (EARA — Igarassu), de responsabilidade da Universidade Federal Rural de Pernambuco.] Nela pousam sobretudo diversas espécies de gaivotas e maçaricos migratórios.Tais aves vão todos os anos à ilha (de agosto a abril) em virtude da riqueza e disponibilidade de invertebrados marinhos encontrados lá durante a baixa-mar.]O objetivo principal da estação é estudar e conservar os recursos ambientais costeiros de Pernambuco, por isso nela são realizadas pesquisas e atividades de capacitação em ornitologia, especificamente de aves limícolas que migram do Ártico até o litoral brasileiro, para então seguir sua rota migratória.

São desenvolvidas também pesquisas nas áreas de cartografia (utilização de aerofotos verticais, 35 mm), engenharia de pesca e fontes alternativas de energia, em especial energia solar.

A praia de Tabatinga localiza-se em uma reserva florestal e fazenda privada entre as praias de Carne de Vaca e Pontas de Pedras no município de Goiana, Pernambuco. Sendo a praia menos movimentada do município, e de fácil encontro com animais nativos da Mata Atlântica, inclusive 289 espécies de Angiospermas. "Tabatinga" é um termo derivado do termo tupi tobatinga, que significa "barreira branca, barro branco como cal"

São só 100 metros de extensão. Sua paisagem, formada por uma faixa de areia que desaparece na maré alta, vale cada uma das escorregadias pedras do caminho. Há piscinas naturais diante do Morro Dois Irmãos.

Por que é 5 estrelas? Com máscara e snorkel, você vê animais nadando nas piscinas naturais.

Preste atenção: No fim da trilha para o Sancho, um caminho à direita leva ao mirante da Baía dos Porcos, bom para ver a praia e o Dois Irmãos.

A melhor foto:o Do mirante.

Tempo de visita: Quanto quiser.

Quando ir? Em qualquer época do ano. De agosto a outubro, o mar fica mais tranquilo e facilita o mergulho livre.

Serviço: Os bugueiros deixam você na Praia Cacimba do Padre, de onde sai uma trilha curta (5 minutos, com trechos de pedras no finalzinho).

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A Praia de Gaibu é uma das mais conhecidas do litoral pernambucano, localizada no município do Cabo de Santo Agostinho. A palavra Gaibu se origina do tupi, que significa Vale do olho d'água. Seu mar de águas cristalinas a torna ótima para o banho e o surf e também tem várias piscinas naturais.

Quase a praia toda é percorrida por uma barreira de recifes de coral, até parece que a praia tivesse um muro no meio da água. Um dos seus atrativos é a escalada do Morro das Pedras, desde ali se pode ver uma linda perspetiva do mar e da praia de Calhetas. Gaibu é uma das praias mas procuradas do litoral do Cabo com bons restaurantes, bares, hoteis e pousadas.

https://pt.wikipedia.org

Lucila Nogueira (Rio de Janeiro 30 de março de 1950 - Recife, 25 de dezembro de 2016[) foi uma poetisa, ensaísta, contista,crítica e tradutora brasileira.
De origem luso-galega, leia-se Régua e Padrón, tem vinte e cinco livros de poesia publicados e vários de ensaio, além de muitos artigos em livros, revistas impressas e online.Essa autora brasileira nascida no Rio de Janeiro e radicada no Recife está a ver reunidos, em volume único, os livros Ainadamar, Ilaiana, Imilce e Amaya, a chamada tetralogia ibérica, que constitui um diálogo intercultural realizado a partir das suas raízes galegas, lusitanas e brasileiras.

Viveu no Rio de Janeiro com intervalos de permanência entre essa cidade e o Recife. É também tradutora, editora e contista, além de professora de literatura brasileira, literatura portuguesa, literaturas africanas, literatura pernambucana, criação literária e teoria literária na graduação do Curso de Letras da Universidade Federal de Pernambuco; na pós-graduação desenvolve as linhas de literatura comparada, literatura-sociedade-e memória, imaginários culturais , lecionando disciplinas como teoria da poesia,teoria da ficção, ideologia e literatura, literatura e loucura, literaturas de expressão portuguesa do século XX e literatura hispano-americana.

Seu livro Zinganares foi publicado e lançado em Lisboa, em 1998,na embaixada do Brasil. Escritora residente em Saint-Nazaire, França, durante o mês de dezembro de 1999, tem poemas e contos publicados na França, Espanha, Colômbia, México, Panamá, Estados Unidos, Turquia e Portugal. Foi a primeira brasileira a participar do Festival Internacional de Poesia de Medellin, em sua XVI versão(2006) considerado o maior do mundo em público e participantes. Representou igualmente o Brasil no XII Festival Internacional de Poesia de La Habana , no XV Encuentro de Mujeres Poetas en el País de las Nubes, realizado em Oaxaca, México, onde desenvolveu sua Oficina de Poesia e Conto para crianças e adolescentes das comunidades indígenas mexicanas ; representou, também no México, o Brasil no IV Encuentro Iberoamericano de Poesía Carlos Pellicer Câmara, em Vila Hermosa, estado de Tabasco,onde atuou em oficina literária de capacitação para docentes, todos os eventos em 2007. O livro Tabascofoi escrito durante sua permanência no México. Convidada, nesse mesmo ano, a ser única representante de seu país na Venezuela, no Festival Internacional de Poesia de Caracas,não pôde comparecer, por questões de saúde, editando no Brasil o livro-recital, que forma trilogia com os de Medellin e Havana.Representou, finalmente, o Brasil no V Festival Internacional de Poesia de Granada, Nicarágua, em 2009, no II FipLima-Festival Internacional de Poesia do Peru(2013)com publicação de poemas na Revista Fórnix e I Festival de Poesia de Houston (2013) com lançamento de coletânea trilingue.naquela cidade americana. Ainda nesse ano foi curadora da I Mostra de Literatura de Cordel na Universidade de Macau, evento em que ofereceu oficina de poesia e palestra com publicação e lançamento da plaquete Força e Permanência da Literatura de Cordel (2013).

Está incluída na Antologia de Poetas Brasileños editada em Madrid em 2007 pela Huerga y Fierro Editores e na Anthologie Poétique Nantes Recife, édition de la Maison de la Poésie de Nantes com a prefeitura do Recife, no mesmo ano.Seu Poema Rua do Lima está publicado na Colômbia/Panamá, antologia Las Palabras pueden : los escritores y la infancia(2007) ; foi publicado,na mesma altura, o conto Luz vermelha na calle Paraguai no México, número 105 revista Blanco Móvil. Seu livro Saudade de Inês de Castro foi publicado em 2008 pelas Éditions Lusophone, Paris. Poemas publicados na revista portuguesa A Idéia (vol 73/74-2014) e na revista turca(2013).

Organiza edições , congressos e eventos culturais. Manteve durante vários anos a Oficina Lucila Nogueira de Poesia e Conto, desenvolvida em módulos em várias instituições.Participou da primeira comissão artística do prêmio de Literatura da Portugal Telecom e integra a equipe brasileira do Seminário Internacional de Lusografias, coordenou por três anos o Seminário de Estudos Literários Contemporâneos em sua universidade e foi por dois anos Curadora Literária da Fliporto (Festa Literária Internacional de Porto de Galinhas,Pernambuco), que em 2007 prestou homenagem à literatura hispano-americana e em 2008 à literatura africana contemporânea.Membro e representante para norte e nordeste em seu país do Pen Clube do Brasil, com sede no Rio de Janeiro.

Ocupava a Cadeira 33 da Academia Pernambucana de Letras, eleita em março de 1992e era sócia-correspondente da Academia Brasileira de Filologia, sediada no Rio de Janeiro.

Carreira
Lucila Nogueira tem vinte e cinco livros de poesia publicados. Seu livro de estreia, Almenara, obteve o prêmio de poesia Manuel Bandeira do Governo do Estado de Pernambuco, no ano de 1978  – essa premiação lhe foi novamente concedida pelo livro Quasar, em 1986, ano do centenário do poeta modernista pernambucano. Ilaiana teve lançamento no centro de Estudos Brasileiros de Barcelona, em 1998; Zinganares, na Embaixada do Brasil em Lisboa, também em março desse ano.

Sobre este último, editado em Portugal, foi defendida a dissertação “A moderna lírica mitológica de Lucila Nogueira”, de autoria de Adriane Ester Hoffmann, na PUC do Rio Grande do Sul, sob orientação da professora Lígia Militz(Edições Livro-rápido,2007). Imilce foi traduzido para o francês por Claire Benedetti (tradutora de Florbela Espanca, Teixeira de Pascoaes e Antero de Quental) e publicado em 2014. Lucila foi escritora-residente na Casa do Escritor Estrangeiro de Saint-Nazaire em dezembro de 1999; o livro que lá produziu nesse período, A Quarta Forma do Delírio, foi traduzindo por Claire Cayron (tradutora de Miguel Torga, Sophia de Melo Brayner, Harry Laus e Caio Fernando Abreu).

Em espanhol está traduzida pelo poeta colombiano Elkin Obregon, a poetisa argentina Marta Spagnuolo, o poeta mexicano Benjamin Valdivia , o poeta peruano Renato Sandoval Bacigalupo, o professor espanhol Juan Pablo Martin e o escritor brasileiro radicado na Venezuela Luiz Carlos Neves.Sobre sua obra poética já se pronunciaram vários críticos, escritores e professores do Brasil, Galiza, Espanha, França e Portugal, Argentina e República Dominicana.

Como ensaísta, publicou Ideologia e Forma Literária em Carlos Drummond de Andrade (em 3ª edição no ano de 2002), A Lenda de Fernando Pessoa(1a ed.2003- 2a ed. 2015)), O Cordão Encarnado, sua tese de doutorado sobre os livros “ O Cão sem Plumas” e “ Morte e Vida Severina” , de João Cabral de Melo Neto(2 volumes-2010 - defendida em 2002-Ufpe) e Pseudonímia e Literatura (ed.bilingue 2013). Escreve sistematicamente palestras e artigos sobre literatura brasileira, portuguesa,francesa, de língua espanhola e de língua inglesa, que publica em revistas impressas e on line, além dos anais dos congressos de que participa.

Foi professora da Pós-Graduação em Letras e Linguística da Universidade Federal de Pernambuco, em que ensinou disciplinas como Teoria da Poesia,Poesia da Experiência e Performance,Teoria da Ficção, Ideologia e Literatura, Literaturas de Expressão Portuguesa do Século XX,Literatura Hispanoamericana, teoria da crítica genética e psicanalítica,teoria do pacto autobiográfico, Surrealismo e Literatura, Poética da Tradução. Nesse contexto, envolveu-se em várias polêmicas, tanto com colegas, quanto com estudantes. Na Graduação, ensinou Literatura Portuguesa (Cadeira do seu Concurso Público, tendo sido transferida), Literatura Brasileira, Literaturas Africanas, Literatura Pernambucana,Criação Literária, Teoria da Literatura e Língua Portuguesa (Português Instrumental). No plano do Centro de Artes e Comunicação, onde trabalhou por décadas, Lucila ficou conhecida por seu visual ousado, com muitas cores e chamativo, tornando-se uma figura folclórica aos olhos dos que frequentaram esse centro da UFPE. Participou de várias Bancas de pós-graduação e concursos públicos em outros Estados , presença constante em congressos e colóquios, abordando autores desde o período medieval à atualidade.

Dirigiu o Seminário de Estudos Literários Contemporâneos em sua instituição de ensino. Foi Curadora Literária da Festa Literária Internacional de Porto de Galinhas - FLIPORTO nos anos 2007 e 2008. Chefiou o Departamento de Letras de 1998 a 1999. Membro da Academia Pernambucana de Letras desde 1992 e sócia – correspondente da Academia Brasileira de Filologia, sediada no Rio de Janeiro. Foi Diretora Cultural e de Intercâmbio Internacional do Gabinete Português de Leitura do Recife, onde editou por cinco anos a Revista de Lusofonia Encontro, sobre a qual promoveu lançamentos nas Universidades de Évora, Porto e Complutense de Madri, com apresentação dos professores Francisco Soares, Arnaldo Saraiva e Antonio Maura, respectivamente.

Pertencia à Associação Internacional de Lusitanistas, Associação Brasileira de Professores de Literatura Portuguesa, Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Letras e Lingüística , Associación Latino Americana de Estúdios Del Discurso e Associação Brasileira de Estudos Medievais(ABREM). Pertenceu ao Conselho Editorial da Associação de Imprensa de Pernambuco e à Diretoria Cultural do Sindicato de Escritores Profissionais do mesmo Estado brasileiro. Organiza eventos culturais, destacando-se o II e III Seminário Internacional de Lusografias, realizados na Universidade Federal de Pernambuco e na de Évora, respectivamente nos anos de 1999 e 2000, além da mencionada Festa Literária Internacional de Porto de Galinhas, anos 2007 e 2008.

Integrou a Comissão Artística na versão inaugural do Prêmio de Literatura Brasileira da Portugal Telecom, sendo eleita nos dois anos seguintes para o seu júri nacional; participou igualmente da comissão julgadora do Prêmio Binacional Brasil-Argentina em 2005. Está traduzindo para o português o poeta espanhol Pablo Del Barco, a escritora nicaraguense Gioconda Belli e os poetas colombianos Jaime Jaramillo Escobar,Victor Rojas,Juan Manuel Roca, Elkin Obregon e Luis Eduardo Rendon. Organizou com o escritor Floriano Martins a antologia Mundo Mágico : Colômbia (2007) a primeira de uma série de antologias de poesia hispano-americana.Organiza no momento antologias de autoria feminina contemporâneas na Espanha, América Latina e Suécia, além de uma coletânea de poesia de Moçambique.

Divulgadora em reciprocidade de autores portugueses e brasileiros contemporâneos, desenvolve atualmente o projeto “ Tradição e Modernidade em Dalila Pereira da Costa e Luiza Neto Jorge”. Estão sendo reunidos, em volume único, os livros Ainadamar, Ilaiana, Imilce e Amaya, a chamada tetralogia ibérica, que constitui um diálogo intercultural realizado a partir das raízes galegas e lusitanas da autora brasileira nascida no Rio de Janeiro e radicada no Recife. Publicou vários verbetes na Biblos-Enciclopédia Verbo das Literaturas de Língua Portuguesa, além de artigos nas revistas Colóquio /Letras (Lisboa) Cadernos de Literatura (Coimbra) e Poesia e Crítica (Brasília).

Pertenceu ao Conselho Editorial da Revista Eletrônica “Mafuá”, da Universidade Federal de Santa Catarina e colaborou com a revista eletrônica “Agulha”,que foi editada por Floriano Martins e Cláudio Willer. Prestou Consultoria Editorial à Prefeitura do Recife de 1989 a 1992 cumprindo a programação de quarenta livros nesse período; editou escritores jovens e/ou inéditos, quer alunos de sua Oficina Literária de Poesia e Conto (Coletânea “Ábaco”) ou alunos do Curso de Letras onde lecionava (Coletânea “lua de Iêmen, Lua de Bengala”).Em 2005 organizou o livro Saudade de Inês de Castro, com alunos e professores do Brasil e exterior,assinalando os 650 anos da mártir galega tão celebrada na literatura ocidental.

Primeira mulher a representar o Brasil no XVI Festival Internacional de Poesia de Medellín(2006),a que se seguiu sua participação no Festival Internacional de Poesia de Havana (2007)e no XV Encuentro de Mujeres Poetas en el País de las Nubes(2007), em Oaxaca, no México, onde atuou com leituras de poesia e sua Oficina Literária de Poesia e Conto, voltando a representar o Brasil nesse país, em fevereiro de 2008, no Festival Internacional de Poesia de Tabasco, Villahermosa ,com oficina de poesia para capacitação de professores e também leituras de poesia, desde institutos culturais a mercados públicos. Seu longo poema Tabasco integra (fragmento) a antologia De raiz Profunda- Cantos de Iberoamérica por la Tierra(México DF,2009). O livro Tabasco foi escrito durante sua permanência no México. Convidada, nesse mesmo ano, a ser única representante de seu país na Venezuela, no Festival Internacional de Poesia de Caracas, não pôde comparecer, por questões de saúde, editando no Brasil o livro-recital, que forma trilogia com os de Medellin e Havana.Representou, finalmente, o Brasil no V Festival Internacional de Poesia de Granada, Nicarágua, em 2009, no II FipLima-Festival Internacional de Poesia do Peru (2013) com publicação de poemas na Revista Fórnix e I Festival de Poesia de Houston (2013) com lançamento de coletânea trilingue.naquela cidade americana. Ainda nesse ano foi curadora da I Mostra de Literatura de Cordel na Universidade de Macau, evento em que ofereceu oficina de poesia e palestra com publicação e lançamento da plaquete Força e Permanência da Literatura de Cordel (2013).

Está incluída na Antologia de Poetas Brasileños editada em Madrid em 2007 pela Huerga y Fierro Editores e na Anthologie Poétique Nantes Recife, édition de la Maison de la Poésie de Nantes com a prefeitura do Recife, no mesmo ano.Seu Poema Rua do Lima está publicado na Colômbia/Panamá, antologia Las Palabras pueden : los escritores y la infancia(2007) ; foi publicado,na mesma altura, o conto Luz vermelha na calle Paraguai no México, número 105 revista Blanco Móvil. Seu livro Saudade de Inês de Castro foi publicado em 2008 pelas Éditions Lusophone, Paris. Poemas publicados na revista portuguesa A Idéia (vol 73/74-2014) e na revista turca(2013). Seu poema Sentimento Súbito (Sudden Feeling) participa do volume 9 outono2009/inverno92010 da Revista Black Renaissance Noire da Universidade de Nova York, editada por Quincy Troupe, em tradução de Marina Martensson.Tem trinta e três contos inéditos havendo publicado até hoje apenas sete no livro Guia Para os Perplexos em Amaya (Bagaço, 2001).

Recebeu a Medalha Euclides da Cunha da Academia Brasileira de Letras em seu centenário (2009). Recebeu a comenda e medalha Luiz de Camões do Gabinete português de Leitura de Pernambuco(2014).

Obras:

  • Almenara (1979);
  • Peito Aberto (1983);
  • Quasar (1987):
  • A Dama de Alicante (1990);
  • Livro do Desencanto (1991);
  • Ainadamar (1996);
  • Ilaiana (1997-2000 2ª.ed.);
  • Zinganares (1998 – Lisboa);
  • Imilce (1999-2000 2ª.ed.);
  • Amaya (2001);
  • A Quarta Forma do delírio (2002 - 1ª. 2ª.ed.);
  • Refletores (2002);
  • Bastidores (2002);
  • Desespero Blue (2003);
  • Estocolmo (2004-2005 2ª.ed.);
  • Mar Camoniano (2005);
  • Saudade de Inês de Castro (2005);
  • Poesia em Medellin (2006);
  • Poesia em Caracas (2007);
  • Poesia em Cuba (2007);
  • Tabasco (2009);
  • Casta Maladiva (2009);
  • Mas Não Demores Tanto (2011);
  • Poesia em Houston (2013);
  • Imilce (ed.bilingue, 2014).

Nascimento: 24 de janeiro de 1940 (78 anos)
Origem: Pesqueira, Pernambuco
País: Brasil
Período em atividade: 1966 - presente

Filho de Vanderlon Diniz, dos 12 aos 16 anos trabalhou numa fábrica de doces da sua cidade natal Pesqueira - PE. Mais tarde mudou-se para o Recife, onde tentou ganhar a vida engraxando sapatos, como crooner e baterista em casas noturnas, locutor de casas comerciais e, em seguida, locutor e ator da Rádio Jornal do Commercio, de onde foi demitido por pronunciar um nome errado.

Do Recife, seguiu para Caruaru, e, depois, para Fortaleza, onde atuou como locutor e ator de rádio e televisão. Em 1964 foi para o Rio de Janeiro, onde consultou a Rádio Tupi e passou a compor com mais frequência. Sua primeira gravação saiu em 1966, com a canção O Chorão.

Em 1966, no auge da Jovem Guarda, lançou seu primeiro disco, e o iê-iê-iê "O Chorão" se tornou sucesso nacional.

Em 1970, compôs, em parceria com o amigo Odibar, o hino de protesto "Quero Voltar Pra Bahia", cujos versos carregados de saudade prestavam homenagem a Caetano Veloso, que se encontrava exilado em Londres. A canção alcançou os primeiros lugares das paradas em todo o país e se tornou uma espécie de hino, canção-símbolo de uma época conturbada da história política e social do Brasil.

Quatro anos depois lançou dois LPs, e em seguida dedicou-se à tarefa de musicalizar poemas de língua portuguesa de autores como Carlos Drummond de Andrade (E Agora, José?), Gregório de Matos (Definição do Amor), Augusto dos Anjos (Versos Íntimos), Jorge de Lima (Essa Nega Fulô) e Manuel Bandeira (Vou-me Embora pra Pasárgada).

Suas canções foram gravadas por Clara Nunes, Emílio Santiago, Simone e outros cantores. Entre seus sucessos destacam-se "Pingos de Amor", gravado por vários intérpretes, "Canoeiro", "Um Chopp pra Distrair" e "Ponha um arco íris na sua moringa", mas o sucesso que o consagrou foi a canção "Quero Voltar Pra Bahia".

Entre 1987/1996, em decorrência de graves problemas de saúde que quase o deixaram paralítico, não gravou nenhum disco.

Parcialmente recuperado, em 1997 retomou a carreira, quando novamente já tinha residência fixa no Recife.

Atualmente, residindo no Recife, faz apresentações por várias cidades e capitais do Nordeste brasileiro, com a mesma voz vibrante de antes, porém numa cadeira de rodas, já que a doença que quase o paralisou nos anos 80 retornou a partir de 2005, e dessa vez paralisou seus membros inferiores.

Discografia

  • Brasil, Brasa, Braseiro, 1967
  • Quero Voltar Pra Bahia, 1970
  • Paulo Diniz (álbum de 1971), 1971
  • E agora, José?, 1972
  • Lugar Comum, 1973
  • Paulo Diniz (álbum de 1974), 1974
  • Paulo Diniz (compacto simples) 1975
  • Estradas, 1976
  • É Marca Ferrada, 1978
  • Canção do Exílio, 1984
  • Pegou de Jeito 1985
  • 20 super sucessos-novas regravações 1997
  • Reviravolta 2004

O Museu Cais do Sertão é um museu interativo sobre o Sertão e Luiz Gonzaga localizado na cidade do Recife, capital de Pernambuco, Brasil.

História
Um dos mais modernos equipamentos culturais do Brasil, o Cais do Sertão, instalado no antigo Armazém 10 do Porto do Recife, é um local de convivência, diversão e conhecimento, polo gerador de novas ideias e experiências. Abrigando e reverenciando a obra de Luiz Gonzaga, o grande homenageado do espaço, traz para a beira-mar da capital do estado um pouco do solo rico e generoso da cultura popular do sertão. O museu teve como curadora e diretora de criação a socióloga pernambucana Isa Grinspum Ferraz, também autora do Museu da Língua Portuguesa em São Paulo.

O Cais do Sertão utiliza os mais variados e inovadores recursos expositivos e tecnológicos para, em um diálogo entre a tradição e a invenção, proporcionar aos visitantes uma experiência de imersão no belo e sofrido universo sertanejo — origem e fonte de inspiração gonzaguiana — em toda a sua diversidade e complexidade.






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